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O LEGISLATIVO NA HISTÓRIA DE NOSSO MUNICÍPIO
Depois de longa espera e de tantos sacrifícios para conquistar a liberdade política municipal, o dia 17 de maio de 1924 amanheceu com um telegrama recebido pelo Capitão Joaquim Mascarello, o 1º Intendente (Prefeito) do novo município de Nova Trento, o Governador do Estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros, confirmava sua promessa de emancipar o distrito caso os borgistas do Partido Republicano Riograndense vencessem as eleições entre o povo trentino. Sem demora alguma, o Capitão deu início às providências para a instalação do novo município. Já com a instalação, foi criado o 1º Conselho Municipal (Legislativo).
Quatro anos após, mais propriamente em 20 de setembro de 1928, o Conselho era renovado. Mas estes não tiveram a chance de legislar por 4 anos. Com a tomada do poder por parte de Getúlio Vargas, já em 18 de dezembro de 1931 foi formado um Conselho Consultivo que exercia o papel legislativo.
Em 31 de dezembro de 1935, tomou posse a 1ª Câmara de Vereadores, formada por 7 membros, encarregada de elaborar a Lei Orgânica em 60 dias.
Depois disso, houve o golpe do “Estado Novo”, de Getúlio Vargas, e só em 1947 é que houveram eleições, com o voto direto para as Câmaras Municipais.
Assim, em Flores da Cunha, em 1947, foram realizadas as eleições diretas para a 1ª Câmara. Desta forma, em 6 de dezembro de 1947 assumiram os Vereadores eleitos pelo povo.
60 ANOS DE DEMOCRACIA
Para homenagear os Vereadores que fizeram parte desta história, foi realizada no dia 6 de dezembro de 2007, no Clube Independente de Flores da Cunha, uma Sessão Solene dos 60 anos da Câmara, que foi uma ‘rápida viagem’ ao tempo e à trajetória política e democrática do município. Gerações políticas ali estiveram representadas pelas 14 legislaturas que passaram pela Casa (incluindo a atual), bem como por familiares que, em memória, compareceram para receber as homenagens.
A sessão foi aberta pelo primeiro presidente da Câmara, Raymundo Paviani, eleito em 1947. Em seu pronunciamento, ele destacou a implantação da primeira legislatura no município, explicando que a Câmara funcionava junto com a biblioteca municipal, num local de acomodações simples, com cadeiras de madeira e uma grande mesa de madeira onde ao seu redor reuniam-se os vereadores. As atas eram escritas à mão, pois ainda não havia máquina de escrever. As sessões ocorriam duas vezes por mês e duravam das oito horas da manhã às cinco da tarde. “Foi combinada uma gratificação de Cr$ 40,00 para cada vereador por sessão. E como não havia dinheiro, terminou ficando por Cr$ 20,00”, ilustrou o ex-presidente.
Sessenta anos passados desde a instalação da primeira Câmara de Vereadores de Flores da Cunha eleita pelo povo. A Câmara, ao longo deste tempo, esteve sempre presente no dia-a-dia do Município, mostrando o trabalho e a capacidade dos seus integrantes, sempre ao lado dos interesses maiores do povo, buscando legislar de forma que a comunidade, como um todo, encontre nos seus representantes, a guarida para as suas pretensões.
Fotos:
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