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13/11/2017

Vereador fala sobre o perfil socieconômico do Município.

    Na sessão desta segunda-feira, 13 de novembro, o Vereador João Paulo Tonin Carpeggiani (PMDB) utilizou a tribuna para falar sobre os principais dados apresentados no Perfil Socioeconômico do Município. Para Carpeggiani, a análise que é desenvolvida anualmente pelo Jornal O Florense e Editora Novo Ciclo, tem por objetivo trazer os números da economia e a atualização dos indicadores socioeconômicos, bem como ser um instrumento importante para o planejamento de ações de empresários e, sobretudo, do poder público.

    Conforme dados do ano de 2016, atualmente Flores da Cunha possui 29.650 habitantes, destes 14.852 homens e 14.798 mulheres. Seguindo um fenômeno mundial, a população do município está envelhecendo. Enquanto as taxas de natalidade diminuem, as pessoas com mais de 60 anos aumentam. Em comparação a 2015, 160 pessoas adentraram esta faixa, ou 7,65% a mais que 2015. “Penso que este número seja importante para propor investimentos por parte do poder público aos idosos, afinal de contas todos nós iremos envelhecer algum dia!”, destaca Carpeggiani.

    Outro fator ponderado pelo edil foi o números de eleitores (24.715), dos quais chama a atenção o crescimento de 35% dos eleitores que declararam ensino médio e superior completos, o que comprava que o grau de instrução da população está crescendo substancialmente. Em relação à frota, o município chega à proporção de um veículo para cada 1,3 habitante, corroborando com a preocupação já demonstrada por muitos vereadores, em relação ao trânsito. Só no último ano o número de veículos aumentou 629 unidades em relação a 2015, ao passo que a população cresceu 301 habitantes neste mesmo espaço de tempo. “Ou seja, é imprescindível que pensemos em soluções para o trânsito de nossa cidade, pois além do aumento da frota, nossa malha viária permanece inalterada, o que causa preocupação a todos os munícipes.”, destaca o vereador.

    Em relação à oferta de serviços, no mesmo intervalo de tempo, acompanhando o crescimento da cidade, ampliou-se o fornecimento de energia elétrica em 2,83% e a oferta de água tratada em 1,93% nas residências no município. Já em relação às comunicações, a telefonia fixa apresentou uma queda de 6,85%, acompanhando uma tendência nacional. Porém já em relação ao acesso à internet fixa, esta teve um crescimento de 17,68% em relação ao ano anterior. Na educação, o número de matrículas se manteve inalterado, porém com crescimento de 23,5% verificado na educação infantil, aumentando consideravelmente as matrículas das crianças de 4 a 5 anos, somando 5.362 alunos, o que representa 18% da população estudando atualmente.

    Já o Índice de Desenvolvimento Econômico (Idese), traz números de 2014, com o coeficiente de 0,831, o que nos coloca no rol de municípios com alto grau de desenvolvimento. No ranking geral, o Município saltou  da 64ª para a 20ª posição entre as cidades gaúchas. Considerando somente os municípios entre 20.000 e 100.000 habitantes, Flores da Cunha ocupa a 6ª posição. Carpeggiani ressaltou também o aumento da criminalidade, igualmente debatido por inúmeras vezes nesta Casa. Entre roubos e furtos de veículos e residências, no ano passado a média chegou a um sinistro para cada dia do ano. “Nesse sentido, os investimentos em segurança pública nunca se fizeram tão necessários como agora e certamente deverão ser objeto de atenção especial por parte do poder público ao longo dos próximos anos”, enfatiza o edil.

    Sobre a matriz econômica, já considerando os números de 2017, foram criadas 381 novas empresas no município, onde se destaca a retomada da construção civil, e a despeito da crise econômica atual, o empreendedorismo segue com números positivos em Flores da Cunha. O setor que mais contribui para a formação do Valor Adicional total do município é o setor de bebidas, o que pode ser conferido no ranking das 20 maiores empresas de nosso município, as quais somam 22,19%. Em seguida estão as indústrias moveleiras, com 14,89% e o comércio, com 12,07%, seguido pelas indústrias metalúrgicas com 9,66%. O setor de serviços, acompanhando a crise nacional, encolheu e agora somam 5,85% do valor adicionado em 2016.

    Analisando o desempenho econômico, as indústrias de bebidas avançaram 2,78% em relação aos dados de 2015, enquanto as moveleiras apresentaram uma retração de 2,42% no mesmo período. Já o ramo metalúrgico apresentou a maior queda, na ordem de 3,80%, trocando posição no ranking com o comércio, que teve desempenho positivo de 1,72% no período.

    O valor adicional total de Flores da Cunha em 2016 teve acréscimo de 7,09% no comparativo com o ano anterior, ultrapassando a marca de R$ 1,36 bilhão. Mesmo positivo, porém o crescimento é inferior de 2015 ante 2014. Nos setores da economia, a indústria permanece à frente com participação de 58,34%, seguido do comércio com 22,78%, agricultura (12,39%) e serviços (6,49%), sendo a indústria a que ocupa a melhor posição.

    Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o crescimento total foi de positivos 13,1%, mas ainda assim, menos da metade do percentual de 2015, que ultrapassou na época os 28%. Em comparação com o ano anterior, avançou-se uma posição e agora o município ocupa a 50ª posição nas maiores economias do Estado. “Salientando que somos 497 municípios, e passamos da 62ª para a 56ª posição no PIB per capita, com o valor nominal de R$ 43.100”, ressalta Carpeggiani.

    Outro destaque bastante positivo apontado pelo edil é o saldo da balança comercial. No ano passado o município exportou mais do que importou, e chegou a um saldo positivo de US$ 8 milhões de dólares, crescimento de 24,3% em relação ao ano anterior. Igualmente positiva é a oferta de emprego. A despeito do nível de desemprego verificado no Estado e no País, Flores da Cunha até setembro deste ano tinha 210 novos postos de trabalho, alavancando e movimentando todos os setores de nossa economia.

    Já no setor primário, a geada e os granizos registrados em 2015 foram sentidos na agricultura em 2016. A fruticultura teve uma queda significativa em sua produção, principalmente no cultivo de uvas, amargando uma queda de 46% na sua produção, mesmo assim o município mantém o título de maior produtor de vinhos do País.

    O vereador também falou sobre a permanência 68ª Zona Eleitoral no município, anunciada na última sexta-feira pelo desembargador Carlos Marchionatti. “Importante registrar que esta Casa sempre foi sensível e preocupada com a manutenção deste serviço público a nossa população, inclusive patrocinando uma audiência pública nesta Casa Legislativa... ocorrida neste ano, juntamente com os representantes de nosso município e de Nova Pádua, onde pudemos receber o juiz de nossa comarca, que explicitou a situação... Penso que seja fundamental que sempre ajamos desta forma no que tange aos interesses de nossa comunidade”, conclui o vereador.

         

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